Polícia Científica

26/02/2020

Ciência e diversão: em semana de ações gratuitas no litoral do Paraná, crianças e adultos aprendem na prática sobre os trabalhos da Polícia Científica

Crianças e adultos ficaram encantados com a semana de ações inéditas da Polícia Científica no litoral do Paraná. Os moradores e veranistas aproveitaram, gratuitamente, a exposição itinerante do Museu de Ciências Forenses, puderam participar do ciclo de palestras sobre vários temas de interesse da comunidade e tiveram a oportunidade de entender, na teoria e na prática, um pouco mais sobre os trabalhos exercidos pela instituição. Os serviços que foram oferecidos entre os dias 15 e 22 de fevereiro na UFPR Litoral, em Matinhos, fazem parte das ações do Governo do Paraná durante o Verão Maior 2019/2020.

A exposição itinerante do Museu de Ciências Forenses foi uma pequena amostra do que pode ser encontrado no acervo completo, localizado na sede da Polícia Científica, na capital Curitiba. Elementos anatômicos, casos de perícias e duas múmias do Instituto Médico Legal (IML) foram as peças que desceram a serra e despertaram a curiosidade dos litorâneos. Quem estava à disposição para sanar as dúvidas da população foi o curador do Museu de Ciências Forenses do Paraná, Joel Camargo.

“Essa exposição é para mostrar à população o lado educacional e científico do museu, que é um ambiente acolhedor. Todas as pessoas que passaram por aqui saíram com uma experiência nova, algo diferente e um olhar novo sobre a vida humana”, explicou o curador do museu, que é o funcionário da Polícia Científica e responsável por manter as amostras em condições adequadas para exposições e conservação.

A moradora de Matinhos, Maria Laura Pacheco, aproveitou a oportunidade de conhecer a exposição para aprender um pouco mais sobre os trabalhos desempenhados pelos peritos criminais, médicos legistas e outros profissionais da área. “As diversas peças despertam curiosidade na gente, de querer saber a história delas, e, por sabendo que isso é uma pequena amostra do que tem no  museu de Curitiba, dá vontade de conhecer mais”, contou. 

Além das palestras sobre o uso recreativo e consciente de drones, dicas de segurança no mundo digital e o combate ao uso de drogas, os visitantes puderam sentir na pele a experiência de um policial científico, durante a atividade prática de perícia em uma simulação de local de crime, e também fazendo análises laboratoriais. Quem aplicou esse exercício foi o agente de perícia, Marcos Paulo Passos Rosa.

“As ações práticas foram preparadas pensando em apresentar o dia a dia da Polícia Científica, em casos que a gente vê diariamente. As atividades com Luminol e de tipagem sanguínea que os visitantes puderam desempenhar, tem justamente a intenção de mostrar à população, de uma maneira mais próxima e na prática, os trabalhos desempenhados pela nossa instituição”, disse o agente de perícia.

O turista de Curitiba, Fábio Mandryk, soube da iniciativa pela imprensa e desceu a serra especialmente para levar seu filho, o pequeno Leonardo Mandryk Ferreira, de apenas 12 anos, para participar da aula prática de perícia. “Toda a explicação da palestra e principalmente a oportunidade única de praticar os exercícios que me fizeram sair da capital e vir aproveitar o evento com meu filho. É muito importante para as crianças saberem desde cedo como a ciência contribui para tudo na sociedade”, declarou o pai.

Leonardo, o filho, aprovou o passeio sugerido por seu pai. “Foi bem legal participar com o meu pai e aprender juntos que a polícia também tem um lado científico de investigação”, declarou o menino, que fez questão de olhar detalhadamente cada peça do museu, participar das atividades laboratoriais e assistir às palestras.
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