Crimes ambientais e ciência forense são discutidos durante 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
10/10/2021 - 18:35

O Diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, participou de um dos painéis relativos à 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovida pelo Governo do Paraná. O objetivo do projeto foi promover uma série de atividades online com objetivo de desenvolver e disseminar conhecimento científico para a comunidade universitária, abordando diversos temas relacionados à ciência.

“O espaço que foi aberto para transmitir informação é fundamental para que a área da Ciência Forense continue avançando no Paraná, atingindo justamente a base da comunidade acadêmica, os universitários”, disse Grochocki, durante sua apresentação no painel voltado à Perícia Ambiental e Ciências Forenses. “A Polícia Científica é uma das principais atuantes no campo dos crimes ambientais, então, o evento é de fundamental importância”, conclui.

Na oportunidade, o diretor iniciou a apresentação com a explicação do papel expressivo que a PCP tem em relação aos crimes ambientais, inclusive por meio de uma área específica na segurança pública, a Perícia Ambiental. Esta perícia, ainda de acordo com o diretor, tem como uma das suas funções a produção do laudo nos crimes envolvendo a fauna, a flora e demais recursos naturais que podem ter sido afetados durante alguma ilegalidade.

A coleta dos vestígios, inclusive, torna-se um fator crucial em diversos casos judiciais após serem utilizados, por exemplo, como prova, podendo definir ainda, através da interpretação da legislação, se tal ato foi ou não ilegal, além de poder contribuir com a rigidez da pena, ou mesmo com a absolvição do envolvido. “Sem esquecer da nossa prioridade, que apesar de lidar com o processo penal, tem como foco dar uma resposta à sociedade e levar justiça ao cidadão através da ciência”, concluiu.

Em relação a Perícia Ambiental, a Polícia Científica conta com uma equipe  multidisciplinar, pois o campo de estudo e de trabalho é amplo. Diante das complexidades do meio ambiente, acabam sendo necessários profissionais especializados em geologia, medicina veterinária, zootecnia, biologia, engenharia florestal, química, e muitas outras, todas atreladas à tecnologia.

Os demais presentes, professores e doutores com diversas formações na área ambiental, aprofundaram-se em outros aspectos específicos relacionados aos estudos e projetos que eles desenvolvem nesse contexto. A transmissão ao vivo contou com a explanação de temas como a atuação da química analítica na determinação de compostos ambientais, a relação dos crimes ambientais com o garimpo ilegal, além de outras aplicações da ciência no meio ambiente.

Este encontro online foi o 9º painel de apresentações da 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que faz parte do programa Paraná Faz Ciência, a qual teve sua iniciativa idealizada pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Universidade Virtual do Paraná (UVPR) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), com o apoio da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Além do diretor da PCP, Luiz Rodrigo Grochocki, contribuíram com o encontro a professora Alessandra de Barros e Silva Bongiolo (Universidade Federal do Paraná); a professora Liane Maldaner (Universidade Estadual de Maringá) e o professor Marco Tadeu Grassi, (Universidade Federal do Paraná), além do mediador, professor Luiz Fernando Lolli (Universidade Estadual de Maringá).

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