InterForensics vai ampliar discussões sobre perícia criminal e uso de tecnologia contra o crime
03/11/2021 - 17:41

Foi aberto oficialmente nesta quarta-feira (3), em Foz do Iguaçu, na região Oeste, o InterForensics, maior evento de ciências forenses da América Latina. O evento contou com a presença do vice-governador Darci Piana, do secretário Nacional da Segurança Pública (Senasp), Carlos Renato Machado Paim, do secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, além de outras autoridades estaduais e profissionais ligados à área.

O InterForensics acontece a cada dois anos, com o intuito de aprimorar o trabalho pericial criminal no Brasil, por meio da troca de conhecimentos, técnicas e experiências. O congresso é promovido pela Academia Brasileira de Ciências Forenses (ABCF), com o apoio da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) e da Polícia Científica do Paraná.

O InterForensics reúne 220 palestrantes, 24 dirigentes da Polícia Científica do Paraná e 27 autoridades de ciências forenses do Brasil e Exterior. O evento também integra o calendário internacional do setor. 

A edição deste ano agrega em um mesmo ambiente o público gerador de informação (academia), o envolvido na prática cotidiana (peritos), quem utiliza os dados levantados (meio jurídico) e os responsáveis por desenvolver novas tecnologias e ferramentas para o segmento (indústria).

“O InterForensics proporciona a discussão entre os profissionais envolvidos no processo das ciências forenses, além das empresas apoiadoras do evento, que trazem novas tecnologias e soluções, trazendo conceitos, metodologias e evoluções. Isso é importante para as atividades da criminalística, que tem um papel além do laboratório, já que gera um grande impacto na sociedade para a resolução de crimes”, afirmou o presidente da Academia Brasileira de Ciências Forenses e da InterForensics 2021, João Ambrósio.

“Esses encontros possibilitam a discussão de soluções para melhoria da segurança como um todo, já que os crimes também evoluem, a exemplo dos cibernéticos. Esse evento permite a troca de experiência do que está acontecendo no nosso País e no mundo e ajuda na preparação da nossa polícia, principalmente da Polícia Científica, com recursos tecnológicos e o que há de mais moderno para enfrentar a criminalidade”, acrescentou Piana. 

O secretario nacional da Segurança Pública destacou que o evento ajuda a promover a integração entre os setores da segurança pública e de defesa social. “É um evento fantástico, que traz pautas relevantes e atuais para que todos possam entender o que já existe e para onde nós queremos ir. A ideia é fazer com que cada um tenha uma reflexão sobre o que já existe e os pontos fortes que podem ser explorados”, ressaltou Paim.

“Sabemos que é preciso acompanhar a mudança de comportamento da sociedade para prover uma melhor segurança pública, e é nesse contexto que este evento se destaca, pois estimula os gestores e representantes das polícias científicas a levarem para seus respectivos estados e instituições um pouco do que for tratado aqui, além de incentivar a busca por investimentos e o crescimento de produção literária e acadêmica que possa embasar o aperfeiçoamento de todas as responsabilidades das ciências forenses”, destacou o secretário de Segurança Pública do Paraná, Romulo Marinho Soares.

PROGRAMAÇÃO – O evento começou na terça com 17 minicursos e segue até sexta. Serão abordadas 19 áreas temáticas. Uma delas envolve crimes cibernéticos (ICCyber), que tem como coordenador setorial o diretor geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Grochocki.

“O ICCyber foi o tema que deu origem ao InterForensics, em 2017. Nesta edição, para a área de crimes cibernéticos, ocorrerão palestras com grandes nomes ligados ao tema, inclusive abordando assuntos que causam grande impacto financeiro como criptomoedas, vírus, pornografia infantil e uma série de outros temas bastante relevantes para a área”, explicou o diretor.

Dentre os palestrantes estão autoridades nacionais e internacionais das ciências forenses como o perito forense do Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU, Duarte Nuno Vieira; o membro titular da academia brasileira de Ciência (ABC) e prêmio Nobel da Paz 2007, Niro Higuchi; o diretor do Centro de Ciência Forense da University of Technology Sydney (UTS), Claude Roux; o conselheiro forense sênior do Departamento de Justiça dos EUA, Barry A. J. Fisher; o mestre em Políticas Públicas da Escola de Harvard, Sam Gregory; e o diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Óptica do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, Luca Pezzati.

PRESENÇAS – Também participaram da cerimônia de abertura o reitor da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Marcelo Fonseca; o secretário Nacional de Políticas Sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Luiz Roberto Beggiora; a diretora-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Tânia Maria Matos Ferreira Fogaça; o superintendente da Polícia Técnico-Científica de Goiás, Marcos Egberto Brasil de Melo; e o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) e presidente de honra da Interforensics 2021, Marcos Camargo.

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