Polícia Penal e Polícia Científica atingem 100% de coleta de perfis genéticos na Cadeia Pública de Francisco Beltrão 22/06/2026 - 07:56
Em uma ação estratégica voltada ao fortalecimento da segurança pública, a Cadeia Pública de Francisco Beltrão (CPBEL) concluiu nesta semana a coleta de perfil genético de 100% das pessoas privadas de liberdade aptas ao procedimento na unidade.
A força-tarefa foi realizada por meio de uma parceria entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Além da realização das coletas, as equipes promoveram treinamento técnico para os policiais penais que atuam diretamente na unidade, capacitando-os para os procedimentos de coleta e manuseio do material genetico.
"A coleta é uma das ferramentas mais importantes para contribuir com a Justiça. Cada perfil inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) amplia a capacidade de identificação de autores de crimes e de vinculação de vestígios coletados em diferentes ocorrências. A conclusão em mais ua unidade demonstra o compromisso das instituições paranaenses com a produção de provas técnico-científicas cada vez mais qualificadas e com o fortalecimento da segurança pública", afirma o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta
A conclusão dos trabalhos na CPBEL integra um cronograma ampliado de coletas em toda a Regional 7 da Polícia Penal. O avanço das atividades ocorre em diferentes estágios nas demais comarcas do Sudoeste e Sul do Estado. Em Santo Antônio do Sudoeste, os trabalhos estão em fase final, com a unidade próxima de concluir a coleta de todo o público-alvo. O mutirão também terá continuidade nas unidades de Pato Branco (CPPB), na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB) e em União da Vitória (CPUVIT).
A intensificação das coletas atende às diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). Conforme previsto na legislação vigente, a coleta de material genético é destinada a pessoas condenadas por crimes previstos em lei, com os perfis sendo inseridos no BNPG.
"A conclusão das coletas na Cadeia Pública de Francisco Beltrão representa um importante avanço no cumprimento da legislação. Esse resultado foi possível graças ao trabalho integrado entre a Polícia Penal e a Polícia Científica, que atuaram de forma coordenada para garantir a efetividade da ação e da capacitação dos policiais penais da unidade, fortalecendo a continuidade do trabalho, ampliando a autonomia das equipes e contribuindo para a qualificação permanente dos procedimentos realizados no sistema prisional", destaca a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.
A ferramenta é considerada fundamental para a investigação criminal moderna, permitindo o cruzamento de perfis genéticos com vestígios coletados em cenas de crime. Dessa forma, contribui para a elucidação de delitos, a identificação de autores e o fortalecimento da produção de provas técnico-científicas.






